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Texto publicado no DIÁRIO DE CARATINGA, em 21/10/18

Estamos em uma semana decisiva para o Brasil e para os brasileiros e, no próximo domingo, dia 28 de outubro de 2018, elegeremos o presidente que comandará o nosso destino nos próximos quatro anos. Dia 28 de outubro, também, é um dia que nos remete a datas e comemorações muito importantes, tais como o Dia do Servidor Público e o Dia de São Judas Tadeu. É também o Dia do Senhor dos Milagres, Padroeiro do Peru.

São Judas Tadeu foi um dos discípulos de Jesus e a ele é creditada a solução de problemas difíceis, sendo conhecido entre os católicos como o Santo das Causas Impossíveis. Já o culto ao Senhor dos Milagres surgiu a partir de uma pintura de Jesus, feita por um escravo, retratado como moreno, em uma parede de uma casa em Lima. Depois de ser devastada por um terremoto e um maremoto em meados do século XV, a parede com a pintura ficou intacta, dando origem ao culto. Desde então, os peruanos de todas as raças e condições sociais, se reúnem nesta data, depois de uma semana de procissões, pedindo milagres para todos e para a nação peruana.

Então, o dia 28 de outubro é mais que um dia no calendário. Especialmente este. É mais que um domingo para deixar a preguiça tomar conta e descansar: é dia da comunidade católica venerar os santos e é o dia de todo cidadão brasileiro cumprir o seu dever e exercer o livre direito do voto, elegendo quem será o servidor público mais importante do país. Votar é, sem dúvida alguma, o ápice da democracia, pois é através do voto que escolhemos o presente imediato para nós e o futuro que queremos para os nossos filhos e netos.

Para uns parece uma tarefa fácil: meu voto é no Bolsonaro ou, meu voto é no Haddad, simples assim. Estão convictos do que querem. Para outros parece um pouco mais complicado, face às dúvidas e incertezas que pairam sobre um e outro candidato, sobre uma e outra ideologia, o que, também, é perfeitamente normal. É até por isso que existe nas pesquisas o percentual de indecisos. Essas dúvidas, sobre um ou outro candidato, também se justificam quando se percebe o alto índice de rejeição a ambos.

A tarefa do próximo presidente não será fácil, pois além da rejeição de boa parte dos brasileiros, encontrará um País numa situação caótica, tanto em relação à economia, quanto em relação à qualidade de vida de seus cidadãos. Caberá ao eleitor tomar a decisão mais sensata, mais equilibrada, sempre com foco no bem comum, no que é melhor para todos e para o país.

E a todos nós cabe orar, implorando aos céus um milagre. É nosso dever, além de votar, pedir a Deus para que o próximo presidente, mesmo que não seja eleito aquele que escolhermos, consiga conduzir essa nação a dias mais prósperos, mais harmoniosos e felizes.

Um bom voto para todos nós. Um Viva à cidadania – e, para nós, católicos, um “Viva” a São Judas Tadeu, que certamente pedirá ajuda ao Senhor dos Milagres, porque a coisa aqui embaixo está quase impossível!

Eugênio Maria Gomes é professor e escritor.