87086058_3074351185910485_794441092878565376_o.jpg

*Publicado no DIARIO DE CARATINGA, em 23/2/20

Em nosso último texto, falamos sobre a Efemeridade do Ter e o terminamos com a seguinte pergunta: o que leva algumas pessoas a se manterem amigas e fieis, independentemente do que você é capaz de fazer por elas? Pois bem, hoje tentaremos abordar este tema, bem na linha dos versos de Cecília Meireles: “Há pessoas que nos falam e nem as escutamos, há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam, mas há pessoas que, simplesmente, aparecem em nossas vidas e nos marcam para sempre”. 

Nossa poetisa diferencia as pessoas que deixam marcas em nossas vidas, daquelas cujas jornadas se cruzam com a nossa, em um ou outro momento, mas que rapidamente são lançadas ao esquecimento. Porém, aqui, importa falar naquelas que nos marcam positivamente. Aquelas que permanecem ao nosso lado, sem qualquer relação com o que se tenha, ou o que se possa oferecer a elas de vantagens pessoais. Estabelecemos com elas, um tipo de elo, de vínculo permanente, parecendo que estamos unidos por algo invisível, maior que nossa posição social, ou o patrimônio que ostentamos.

Assim que publiquei o texto, recebi comentários muito interessantes, a exemplo do enviado pelo irmão de Ordem, lá de Volta Redonda, José Ivo, que registrou o seguinte: “Bacana. Esse Eu Gênio é porreta mesmo. Se eu tivesse a capacidade de articular uma crônica, seria como a dele. Já passei por algo semelhante e também me faço a pergunta do porquê desse remanescente de amigos permanecerem comigo. Já não tenho nada de material ac. Só posso contribuir com minha solidariedade e amizade sincera. Só sei de uma coisa, esses amigos que restaram após eu deixar de TER, completam minha vida nesse crepúsculo existencial. Um dia ainda terei o prazer de apertar a mão desse Gênio”. 

Agradecido pelo carinho do irmão, espero um dia apertar-lhe a mão e, quem sabe, passar a ganhar mais um verdadeiro amigo. Pessoas que oferecem a solidariedade e a amizade sincera TÊM muito mais do que imaginam possuir. É justamente sobre os amigos aos quais se refere o José Ivo que eu tento, ainda sem sucesso, explicar neste texto. E você, caro leitor, tem amigos assim? Daqueles que, antes de qualquer julgamento, te oferecem apoio, acolhida e um ombro como amparo? É certo que sim, mas, provavelmente, não os tem em grande quantidade. Sim, amigos verdadeiros são raros e podem ser contados em alguns dedos das mãos. Mas, eles existem, por isso precisam ser cuidados, cultivados e regados com atenção, carinho, respeito e gratidão.

Este tipo de amigo é como uma peça rara, daquelas cujo valor vai muito além de sua composição e de sua aparência. O coração de um amigo assim é como se fosse um relicário, guardando coisas valiosas e provocando emoções a cada vez que é aberto. 

Não seriam a doação de um e a receptividade do outro as responsáveis pela existência dessa amizade duradoura, que sobrevive à distância e ao TER? O que uniria duas pessoas permanentemente, sem qualquer interesse recíproco senão o prazer e a alegria de compartilharem momentos de alegria, de tristeza, de sucesso e de derrota, de dor e de êxtase, de paz e de agonia? 

Não é fácil explicar a amizade verdadeira. 

Assim como não é fácil explicar o Amor. Esse sentimento tão nobre, que contraria a razão, a lógica, ignora barreiras e dificuldades, tripudia com a distância e resiste até à crueldade do Tempo.

Sim. Amizade verdadeira é Amor.

“É o Amor sem asas” mencionado pelo poeta inglês Lord Byron, na mais eloqüente descrição desse sentimento tão nobre que une pessoas diferentes, com vidas diferentes, mas cujas almas comungam naquilo que as une, naquilo que se completam.

Amigos verdadeiros são tão raros quanto o são os amores verdadeiros. Amigos que passam, que se perdem no passado, que não deixam saudades, são como “amores de verão”…

A Amizade verdadeira é aquela que nos acompanha para sempre, mesmo que estejamos fisicamente distantes. Amigos verdadeiros estão sempre juntos, embora nem sempre perto. Não se pode explicar o motivo porque permanecem em nossas vidas e nós permanecemos na deles. Apenas acontece…

E esse acontecimento…É maravilhoso!

Então, concluo que não há como explicar a amizade verdadeira. Até porque, se soubesse explicar, não seria mesmo uma amizade de verdade, pois assim como o Amor, a Amizade verdadeira foge de todas as explicações possíveis… (Carlos Drumond de Andrade).

*Eugênio Maria Gomes é escritor e funcionário da Funec.


86473245_3058537260825211_6068848205825572864_o.jpg

*Texto publicado no DIÁRIO DE CARATINGA EM 15/2/20

Em 1981, logo após o término da graduação em Engenharia, dei início à minha vida profissional em Volta Redonda. Fui trabalhar em uma empresa de recuperação de metálicos e manutenção de alto forno. Em três meses estava promovido para coordenar a unidade de Recife – polo regional -, com outras duas unidades no Nordeste. 
Diariamente, pela manhã, eu era levado por um motorista ao trabalho e, ao final do dia, de volta à minha casa. Semanalmente, era transportado para o aeroporto, por conta de visitas às filiais. Minha mala era carregada e o motorista abria a porta para mim. Cada vez que chegava a um aeroporto da cidade onde havia uma filial, um funcionário, com uma placa na mão onde se lia “doutor Eugênio” (sim, naquela época eu ainda não havia concluído o doutoramento, mas engenheiro era considerado “doutor”), me aguardava e me conduzia à empresa, ao hotel, ao restaurante. 

Minha casa em Recife era sempre muito frequentada por funcionários e “amigos” e, eu e minha esposa, tínhamos de nos desdobrar para atender aos muitos convites para almoços nos fins de semana, em casas de veraneios, nas melhores praias da região, de propriedade de diretores, de “amigos” e colegas de trabalho. 

Passados seis anos, resolvemos mudar de ares e nos mudamos para Juiz de Fora. Entre mudar de empresa e de cidade, foram ainda mais trinta dias em Recife, embalando móveis e já sem convites para um fim de semana mais interessante. Os “amigos”, repentinamente, sumiram; os colegas de trabalho já estavam com a atenção voltada para o novo gerente e lembro-me, como se fosse hoje, da dificuldade de carregar tantas malas, sozinho, de casa até o táxi e, dele, ao terminal do aeroporto de Guararapes, no momento da partida. Despedimo-nos da Dora, uma amiga de verdade e, aquele momento, talvez tenha sido, de fato, a minha primeira experiência sobre a transitoriedade do “Ter”. 

Em Juiz de Fora, depois de alguns meses em outra filial, fui convidado a compor o quadro de funcionários da Siderúrgica Mendes Júnior. Assumi a função de “Gerente de Operações Especiais”, dentro da Superintendência de Metálicos. O título do cargo parecia referir-se à polícia ou a uma agência de espionagem. Mas não, era uma área voltada ao desmanche de ferrovias, navios, plataformas, com vistas ao abastecimento de matéria prima para a produção de aço. Tínhamos vários “entrepostos” na região Sudeste, de onde fazíamos o transbordo da sucata para a matriz, em Juiz de Fora. Toda a equipe destas filiais estava subordinada à minha área. Mais uma vez, sempre alguém carregando minha mala, abrindo a porta do carro para mim e nos convidando para almoços e jantares. 

Minha casa em Juiz de Fora, localizada em uma das esquinas da Avenida Rio Branco, estava sempre cheia. Sempre gostei – e ainda gosto muito – de receber pessoas, de um bom papo, de boa música e da alegria que este tipo de encontro proporciona. Foram alguns anos de muita prosperidade e muita “amizade”, até que chegou a “crise do aço”, nos idos de 1990, e a empresa foi vendida e os seus funcionários demitidos. Tentamos a permanência na cidade por uns seis meses, até que resolvemos nos mudar para Caratinga, já no ano de 1991. Mais uma vez, o “isolamento social” aconteceu, os “amigos” sumiram, os encontros festivos desapareceram e nos despedimos de Juiz de Fora através do fraterno e sincero abraço de amigos como Sonia Bellém, Maria Célia Junqueira e Valdir Lino, daqueles que, assim como a Dora de Recife, valorizavam de fato o “Ser”. 

Não! Este não é nenhum texto lamurioso ou de registro de tristes ocorrências, mas, tão somente, a constatação de que, infelizmente, nesta má construída sociedade em que vivemos o homem ainda vale, para a maioria das pessoas, pelo o que ele tem, por sua capacidade de atender e beneficiar ao outro, a despeito do que ele é. 

Hoje, com os pés no chão, depois de ter passado por outras situações, inclusive em Caratinga, nas quais ocupei cargos e posições importantes, sei exatamente a extensão do meu valor. Por isso, consigo enxergar os colegas, consigo identificar os interesseiros e reconhecer os verdadeiros amigos. E acredite: amigos verdadeiros podem ser contados, de fato, em poucos dedos. Aprendi, também, o quanto é importante que Eu, apenas Eu, mesmo tendo quem o faça por mim, carregue sempre a minha própria mala e abra sempre, Eu mesmo, a porta do carro. 

Acredito que numa conta assim bem por alto, podemos dizer que, de cinquenta “amigos”, assim que se rompe o frágil elo baseado apenas em qualquer tipo de relação de poder, apenas uns cinco manterão os laços de amizade. É fácil entender o que acontece com os outros quarenta e cinco: como os laços de trabalho terminam, os interesses pessoais acabam e as pessoas, então, se afastam de nós e, às vezes, nós mesmos nos afastamos delas. Porém, o que eu gostaria mesmo de saber é o porquê de esses cinco permanecerem… O que os leva a se manterem amigos e fieis, independentemente do que você é capaz de fazer por eles? Bem, isso é assunto para outra crônica…

*Eugênio Maria Gomes é escritor e funcionário da Funec.
*Charge do ‘Edra 


84920046_3047205255291745_8451087430420791296_n.jpg

Texto publicado no DIÁRIO DE CARATINGA, em 11/2/20

Não foram, apenas, quatorze anos de vida. Foram quatorze anos de bênçãos, de um tempo mais que precioso, de vida compartilhada com seus familiares e amigos. Vida de gente boa, vida de anjo. Vida intensa, latente, daquelas que transformam tristeza em alegria, lágrimas em sorrisos, apatia em energia, vontade de sucumbir em motivação para recomeçar. João Henrique foi, entre nós, um anjo sem asas. Sua existência nos faz entender todo o significado de nossa passagem por aqui. 

Eu tive a oportunidade de me encontrar com João algumas vezes, nos eventos do Lions e nos corredores da escola. Em todas elas, com ou sem algum movimento, às vezes apenas com um leve sorriso e, na maioria das vezes, apenas através da serenidade de seu semblante, o anjinho me dizia coisas do tipo “está reclamando de quê?” e “você pode viver mais e melhor”. Através de suas limitações, João nos ensinava o tempo todo para termos cuidado e não nos tornássemos prisioneiros da nossa liberdade, escravos da nossa capacidade de locomoção. Era como se dissesse “você pode. Tome as rédeas de sua vida e repense as suas ações, as suas escolhas”. Aquele anjo, cada vez que se encontrava conosco, praticamente inerte em sua amiga e companheira “cadeira”, parecia repetir o pensamento de José Saramago: “A vida é uma aprendizagem diária. Afasto-me do caos e sigo um simples pensamento: quanto mais simples, melhor!”

João não ia. Era levado. João não andava. Era carregado. E aqui reside toda a grandeza do amor de uma família por um Ser tão especial. João jamais foi “escondido”, a pretexto de preservar sua privacidade. Pelo contrário, João conviveu com todos, fez coisas do arco da velha, andou de barco e montou a cavalo e teve quantos dias felizes foram possíveis, através das mãos de seus avós, pais, tios, professores e cuidadores. João teve uma família abençoada e, por isso, conseguiu abençoar a todos nós através de sua presença em nosso meio. 

A presença daquele doce menino, sua quase inércia física, imposta pelas inexplicáveis vicissitudes da existência humana, parecia nos mostrar, de forma clara e direta, como somos ingratos e orgulhosos. Como sucumbimos facilmente diante de adversidades superáveis e passageiras, como nos vitimizamos, deixando-nos entorpecer por sentimentos de autopiedade, de autocomiseração, nos privando, assim, a nós mesmos, de desfrutar do privilégio da vida que nos foi concedido. 

É estranho que mesmo com a grande dor da perda física, não dê para falar do João com tristeza. Este sentimento que todos sentimos nesta hora, como se fosse um aperto no peito, é fruto maior da pena que sentimos de nós mesmos, pela falta que sentiremos dele do que propriamente por sua partida. Nosso tempo é de agradecimento, pela oportunidade que tivemos de conviver com um anjo tão perto de nós, cuja permanência aqui, acredito, foi até postergada, quem sabe para que aprendêssemos mais, para que pudéssemos evoluir um pouco mais. 

Ah garoto, como aprendemos com você! Obrigado por sua presença nestas paragens. Agora, chegou o momento de colher os frutos, de se deixar voltar ao ponto de partida. O bom filho a casa torna! Reintegra-se ao Eterno! Sentiremos saudades, sua família e seus amigos sentirão a sua ausência, mas a lembrança de sua pureza, a mensagem de otimismo que nos deixou e sua angelical presença entre nós serão instrumentos a massagear nossas almas e nossos corações. 

E, “Embora a saudade doa como um barco, que insiste em descrever um arco, evitando, assim, atracar no cais”, a certeza de sua permanência no firmamento, a iluminar todos aqueles que buscam pela compreensão de que o Tempo é relativo, de que momentos podem ser eternos, e de que a grandeza da alma pode superar a pequenez do corpo, atenua o sofrimento imposto pela ausência do físico, porém, olhando para o céu, poderemos sempre ver o brilho de sua estrela…

Porque hoje nasce uma estrela! Porque hoje você é uma estrela…

Brilhe em Paz João Henrique! 

*Eugênio Maria Gomes é escritor e funcionário da Funec. 


84868216_3045066118838992_3134454114574925824_o.jpg

*Texto publicado no DIÁRIO DE CARATINGA, de 09/02/2020

No começo eram apenas rios, cachoeiras, matas, planícies, montanhas, água de boa qualidade, ar puro e bichos. Praticamente de todas as espécies, menos uma, aquela que chegaria para “botar fogo no parquinho” e transformar a perfeita harmonia existente entre a terra, a água e o ar. De repetente, chegou a mais predadora de todas as espécies animais, conhecida como bicho-homem. Ele foi ocupando o Norte, o Sul, o Leste, o Oeste… 

Se o rio incomoda, muda-se o seu curso. Não gosta daquela montanha, basta removê-la. Para quê tanto espaço para um córrego, se o melhor era fixar moradia às suas margens? Ah, mas se o córrego atrapalha… Canaliza-o! E assim o homem foi tomando conta, assumindo o seu papel de “dono”, de “chefe” de algo que não lhe pertencia. 

Mas era pouco, apenas, mexer na parte física do meio ambiente. Depois de derrubar a árvore, seria bom queimá-la, transformá-la em carvão, movimentar máquinas e colorir o azul do céu com um pouco de fuligem. Máquinas produzem resíduos, mas para que servem os rios? Basta jogar na água que a sujeira vai embora rapidinho. Agora, com as encostas devastadas fica mais fácil construir casas e prédios com vistas privilegiadas! 

Fura daqui, fura dali, e o homem descobriu o petróleo! Com ele, desenvolveu combustíveis, plásticos, asfaltos e o gás. Passou a movimentar mais máquinas, a se transportar com mais facilidade, a transformar o dia em noite, a ter mais conforto, a se alimentar melhor e a expandir os seus momentos de lazer e prazer. 

Até aí, tudo certo. O único problema é que, a cada ação desenvolvida, o homem não se preocupava com qualquer tipo de análise sobre o impacto de suas múltiplas atividades, em um espaço que, inicialmente, só pertencia aos outros bichos. Estava tudo fácil demais, tudo à mão, então não fazia sentido questionar coisas do tipo “Se eu cerco o rio, para onde a água irá?”, “Que efeitos a poluição pode ocasionar na atmosfera?”, “Se eu arranco a mata das encostas, como é que o morro se sustentará?”, “Se eu espanto o bicho de seu habitat, para onde ele irá?”, “Como conciliar o conforto que eu quero com o bem estar do meio em que eu vivo e dependo?”… Enfim, eram perguntas demais para responder. Melhor era fazer o que tivesse que ser feito e depois pensar nas respostas. 

O homem é, essencialmente, imediatista. Se o seu presente está dando para viver legal, para que se preocupar com o futuro? O próximo que vier que se vire! E, assim, séculos após séculos, o homem tornou-se um especialista em desmanchar o que levou milhões de anos para se formar naturalmente. O resultado é um número cada vez maior de catástrofes climáticas, com inundações em algumas regiões e insolação de deserto em outras. Cidades inteiras devastadas pela enchente ou pela seca, doenças mortais se alastrando a cada ciclo, porém, nada parece conseguir frear o descaso do homem com o lugar onde vive. 

Nós criticamos os “chatos” dos ambientalistas, dizemos que isso é “questão ideológica”, “coisa de gente que não tem o que fazer”, que preservar as florestas é “atravancar o progresso”, atacamos os outros para justificar os nossos erros… Não abrimos mão do plástico – e também não sabemos descartá-lo -, geramos cada vez mais lixo sem qualquer preocupação com o que fazer dele, matamos as nascentes, poluímos os rios e provocamos queimadas. 

Enquanto isso, a última década apresentou as temperaturas mais elevadas da história, diversas espécies de animais desapareceram, São Paulo já teve algumas chuvas químicas e as torneiras do Rio de Janeiro, há pouco tempo, jorraram água turva como se não tivesse sido tratada…O que mais de grave terá que acontecer para o homem entender que ele NÃO É DONO do meio ambiente, mas, pelo contrário, ele faz parte e precisa dele? 

O problema ambiental é muito maior do que parece. Essencialmente, em sua causa principal, encontramos o mesmo fator que também é causa de inúmeras outras mazelas humanas; nossa profunda ganância, e nosso profundo egoísmo e egocentrismo. Já está mais do que provado que é possível conciliar desenvolvimento e boa qualidade de vida, preservando-se o meio ambiente. Não o fazemos em escala global por interesses econômicos. O homem não é a única espécie a habitar o planeta. Ele é apenas a espécie dominante, e a única capaz de destruir todas as demais. Mas se não conseguimos frear nosso egoísmo nem nas relações entre nós mesmos, como esperar que tenhamos respeito pelas demais espécies que dividem conosco o mesmo espaço?

Somos o resultado das nossas escolhas. E, ao que parece, na questão ambiental, fizemos e continuamos a fazer as escolhas erradas…

“Para a ganância do homem, toda a natureza é insuficiente”, Sêneca.

*Eugênio Maria Gomes é escritor e funcionário da Funec.
*Charge do ‘Edra Cartunista